31 de outubro de 2009

A Viagem de Trem






























Essa é do imenso Arnaldo Jabor, da CBN

Hoje, só as bestas quadradas serão felizes

Fui ver o filme Amélie Poulain, que está estourando nas bilheterias mundo afora. Disseram-me que era "esperançoso, um refrigerio para o aterrorizante mundo atual". Armei-me de pipocas e mergulhei no escuro. Adorei. O filme é uma perfumaria , mas eu amei. Durante duas horas, esqueci de mim mesmo. E descobri a verdade inapelável: eu quero, eu preciso me "alienar", como se dizia antigamente. A "alienação" virou uma necessidade social. O filme é uma fábula simpática de uma "neo-Poliana", uma chapliniana mocinha cheia de compaixão, que modifica a vida dos fracassados e infelizes.
Saí do cinema pensando: Amélie, eu quero ser outro. Não quero ser mais eu. Eu não me agüento mais, quero me "alienar", virar, se necessário, uma besta feliz. Eu fazia filmes, mas a vida me levou a virar jornalista, profissão que adoro, mas que me obriga a uma incessante observação do dia-a-dia, fazendo-me amargurado, num crescente rancor por um país que não se conserta, como queria minha geração romântica. Por isso, Amélie Poulain, venha me modificar, me faça sorrir alvamente, me traga a baba dos idiotas, venha Forrest Gump, me vidre os olhos de parvoice, venha Prof. Pangloss, me ensinar a cultivar o jardinzinho dos babacas.
Enquanto milhões de árabes se acotovelam em Meca, unidos na única certeza de Alá, nós estamos sós. Não temos Alá; só temos o cinema americano, nossas religiões são ralas, não nos prostam a rezar para Meca, como lagartixas felizes cinco vezes por dia; vivemos dentro da angustiante democracia liberal, que nos amaldiçoa com esta liberdade inútil. Por isso, Amélie Poulain me inspirou uma lista de conselhos de auto-ajuda para nos devolver uma abjeta e deliciosíssima felicidade neste mundo sinistro.
Eia! Avante, românticos sofredores, cidadãos nostálgicos do Bem, aqui vai um Alcorão substituto, um guia de sobrevivência na selva global. O princípio básico é o "Não" - a negação de evidências, a técnica de nada ver, a "conduta de evitação", como fazem os fóbicos. "Não" olhar a miséria nas ruas, evitar os menininhos nos sinais cariocas, principalmente a nova invenção dos pequenos desgraçados, fazendo malabarismos com três bolinhas para ganhar esmola, menininhos esfarrapados diante de BMWs indiferentes.
"Não" olhar mães com nenéns no colo nos meios-fios e, se por acaso, entrarem em nosso campo de visão, imediatamente convocar a moral de classe média de que "essas mães podiam trabalhar, mas não o fazem por preguiça de enfrentar um tanque de roupa". "Não" ver noticiários, nem ler os jornais ácidos e veristas; não ver, por exemplo, os desgraçados sem-teto que serão expulsos à bala no Pará, enquanto o Jarbas Barbalho tem habeas-corpus. Diante da injustiça, blindar-se, lixar a alma, laquear o coração.
Mas, não pensem que somente a "alienação" é um bom procedimento. Podemos ser felizes também com "ideologias". Por exemplo, diante da tal "globalização" da economia, podemos ter duas atitudes. Uma, é acreditar, lívidos de certeza, que o livre mercado vai tirar o homem de suas dores e que a riqueza choverá sobre os emergentes, como festas da uva. Esperança neoliberal. Ou, então, cheios de entusiasmo, como em Porto Alegre, acreditar que homens e mulheres com camisetas de Guevara e tocando o tambor de Mercedes Soza ou com as "veias abertas" de amor pela América Latina, como Galeano, conseguirão reverter a exclusão e a fome, apenas pelo dom mágico das palavras de ordem. Esperança de "esquerda".
São as delícias do auto-engano: nas duas posições, de olhos vidrados, arfantes de certezas, evitaremos o incômodo de ver a evidente vitória do capitalismo mais bruto. Dica de felicidade: esquecer a Arte. Isso mesmo. Essa tal de "Arte" que sempre nos evocou um ideal de harmonia, essa saudade da natureza da qual nos exilamos, essa fome de eternidade tem de acabar de uma vez por todas. Abaixo Bach, Goya, Shakespeare, Rimbaud e toda uma lista negra de velhos idiotas. Devemos nos banhar nos filmes americanos, nas audições de axé music, de pagodes e raps, de bundas e garrafas, até o momento em que, tomados pela revelação pós-moderna, exclamarmos em lágrimas: "Sim, sim, Schwarzenegger, sim, techno music, sim Celine Dion, sim Phillipe Starck, sim Grisham, sim, eu vi a luz! Aleluia!" Outra dica: tirar da cabeça o velho hábito ocidental do criticismo. Aceitar tudo que nos é oferecido, com lábios trêmulos de gratidão: "Sim, sim, Silvio Santos, sim, Ratinho, sim, Edir Macedo, sim, obedecemos..."
Há muitas formas de ser feliz. Pode ser pela adesão ao princípio do "melhor dos mundos", das pequenas maravilhas do cotidiano: "Ohh... como é belo o amor à vida que esses favelados têm..." ou por uma transposição fatalista meio oriental : "Ohh... esta enchente que matou 200 estava escrita - deve ter um lado bom..." Também é possível ser feliz pela entrega total a uma infelicidade, a um pessimismo absoluto tipo Cioran, pela deliciosa alegria dos céticos, pelo desprezo pela vida lá fora. Sem esquecer os "militantes imaginários" que torcem pelo "bem do Homem", como pelo Palmeiras, com a consciência limpa, em casa, de pijama.
Meus mandamentos de felicidade atual não caberiam neste artigo. Mas as regras básicas são: esquecer os outros e só atentar para si : "Eu sou mais eu..." Entregar-se ao consumo: "A felicidade é meu jeans Calvin Klein." Entregar-se ao narcisismo radical: "Não há popozuda mais siliconada na Avenida." A busca da ignorância mais negra: "Não me venha com papos-cabeça!" Ou mesmo a adesão ao mais remoto feudo-cabeça: "Fora Mallarmé, o resto é lixo..."
E só assim, "alienados", com os olhos bem tapados, com o coração lacrado, com o cultivo da estupidez, com a devoção à baba elástica e bovina dos imbecis, poderemos chegar à revelação final e, num rasgo de felicidade, amar para sempre a beleza do excremento!
DITADURA
Por Carlos Chagas


Assustada, propriamente, a mídia não acordou, diante de mais uma agressão do presidente Lula às suas atividades.
Dessa vez o primeiro-companheiro afirmou “não haver mais formadores de opinião, porque se antes os meios de comunicação decidiam, hoje não decidem mais”. Para ele, o povo tem pensamento próprio, anda pelas suas pernas.
Com todo o respeito, é o que sustentamos nós, da Escola da Humildade, há muito tempo. A imprensa não forma, como apregoam certos veículos e certos coleguinhas de nariz em pé, arrogantes e presunçosos.

Cabe-nos informar, já que quem se forma é a própria sociedade, desde que bem informada sobre tudo o que se passa nela. Acresce que o povo nunca andou e jamais precisou de muletas, apesar de deixar-se enganar de quando em quando, mas sempre por pouco tempo.
Fica evidente a má-vontade do presidente Lula diante da mídia. Prevalece nele a mesma concepção dos governantes totalitários, de que a imprensa existe para exaltá-los, e às suas obras.

Além de insistir na negativa da razão de ser da imprensa, que é noticiar o inusitado, o diferente, aquilo que chama a atenção. As ditas “notícias más” tem prevalência sobre as “notícias boas”, não obstante os espaços a estas dedicados. É o mesmo que pensavam, e impunham através da censura, os governos militares.
Um general certo dia indagou-me porque os jornais divulgavam o atraso de uns poucos aviões e ignoravam que a maioria dos vôos saía e chegava na hora. Para não constrangê-lo pela referência de que seria ridícula uma manchete informando "estarem as aeronaves no horário", citei outro exemplo: se um cachorro morde um homem, não é notícia, mas se um homem morde um cachorro, a publicação será obrigatória.
De qualquer forma, a analisar está o fato de que o presidente da República parece afetado pela mesma epidemia que assola as ditaduras: informações, só a favor...

DITADURAS A FAVOR E CONTRA

Manda-se o selecionado brasileiro de futebol para o emirado de Omã, cuja capital, lembramos agora, chama-se Mascate. A CBF atendeu pedido do governo Lula para uma exibição de nossos craques naquele país, dia 17 de novembro, quando enfrentaremos o time da Inglaterra.
Nenhuma voz levantou-se no Congresso, na imprensa neoliberal, nos meios intelectuais, nos sindicatos e no próprio PT, para protestar contra a reverência que faremos a uma das mais antigas ditaduras do planeta.

Um dos motivos do périplo da seleção será comemorar os 69 anos de idade do sultão local, há trinta no poder. O problema é que Omã tem petróleo aos montes, de onde importamos razoável produção, para felicidade e maior faturamento da Petrobrás.
Coisa parecida acontece nos cinco continentes. Os Estados Unidos mobilizaram suas forças armadas para acabar com a ditadura de Saddam Hussein e tentar instaurar a democracia no Iraque. Mas dão de ombros para ditadura igualmente cruel instalada ali pertinho, na Arábia Saudita, onde famílias de sheiks exploram a população quase que desde os tempos de Maomé. Trata-se de uma ditadura a favor, pelos mesmo motivos da exploração do petróleo que levaram os “marines” ao Iraque.
Melhor fariam os senadores que quase impediram a entrada da Venezuela no Mercosul se tivessem protestado contra a exibição do nosso futebol numa terra onde não há liberdade de imprensa, ninguém vota e um sultão permanece no poder indefinidamente, nem precisando reeleger-se, como parece que fará Hugo Chavez.


EM CONSIDERAÇÃO AOS COLEGAS
Quinta-feira, nas sessões matutinas da Câmara e do Senado, assistimos fenômeno inusitado. No início de seus discursos todos os oradores, sem exceção, dirigiam-se aos plenários como se estivessem pedindo desculpas, afirmando que seriam breves, como foram, em consideração aos colegas prontos para viajar a seus estados no começo da tarde. Com isso, sacrificaram o conteúdo e a qualidade de seus pronunciamentos.
O problema é que as quintas-feiras são dias de trabalho normal no Congresso.

Também as sextas-feiras, e por que não os sábados?
Além de ser Brasília o domicílio de Suas Excelências. Tudo por conta do feriado da próxima segunda-feira? Parece que não, porque toda semana é a mesma coisa.
É por essas e outras que o senador Pedro Simon jamais será escolhido presidente do Senado e do Congresso.
Para ele, só os domingos seriam dia de interrupção dos trabalhos...

(Como já lhes disse, fartamente, Pedro Simon é independe e, porisso mesmo, não é, nunca, convidado pela corja toda")
Será que votaremos, seriamente, no ano que vem?
EU COFIO EM VOcÊ, meu amigo!
Daidy.

30 de outubro de 2009

A confiança de seu Dilma
Laurence Bittencourt Leite
Viver às custas do Estado é o céu aqui na terra, para muita gente, mas para quem os sustenta – no caso o contribuinte -, é um verdadeiro inferno. Claro que ninguém desconhece o excelente serviço de saúde prestado pelo estado brasileiro. Isso, ninguém desconhece. E agora no caso do câncer de seu Dilma tivemos a demonstração mais clara e cara de sua eficiência. A candidata do presidente Lula a sua substituição em 2010, quando sentiu os primeiros sintomas de tão terrível doença, o que fez? Procurou exatamente o SUS (Serviço Único de Saúde), para dar inicio ao tratamento de quimioterapia e radioterapia, no que foi atendida prontamente e ainda teve a humildade digna de todo candidato a presidência da República que se preze, de entrar na fila do SUS, o que demonstra a confiança inabalável das autoridades governamentais no setor de saúde do nosso país. Vocês acompanharam, não é? Tenho certeza que sim. Seu Dilma poderia ter procurado um hospital particular, por exemplo, o Sírio Libanês, considerado o melhor do Brasil. Mas não procurou. Parabéns seu Dilma pela confiança, pela confiança depositada no SUS e nos serviços de saúde pública do Brasil. É assim que se faz um candidato que almeja chegar ao cargo mais alto do país, dando o primeiro exemplo, para que os mais necessitados e desamparados possam continuar procurando os serviços do SUS. É assim que se faz. E mais: devido à reação da quimioterapia foi transferida pelo SUS para São Paulo, também em ambulância do Semur. Sem dúvida seu Dilma deve ter sofrido muito na viagem de ambulância de Brasília a São Paulo. Quiçá., penso eu, deve ter sofrido mais que sob a tortura no tempo dos militares. Mas, mesmo assim, foi e fez a viagem dando nova demonstração da confiança nos automóveis (e consequentemente nas estradas) que prestam serviço à área de saúde estatal.
Como eu disse, ela foi para o sofrimento, mas nunca se rendeu ao tratamento que é pago (ou dado?) pelo contribuinte aos funcionários das estatais, isto é, uma espécie de UTI no espaço, não claro, do tipo, “espaço sideral”, por causa de sua modesta e de sua responsabilidade fiscal, para não inflar ainda mais os gastos do governo que já a espera em 2010.
Se fosse outra pessoa, e ainda bem e sorte nossa, pobres contribuintes, que não é, teria viajado em avião transformado em UTI, e talvez quem sabe, não teria sentido o aroma dos ramalhetes dados (só fiquei em dúvida se compraram com o dinheiro do contribuinte ou se foi do próprio bolso? Bom, em qualquer dos casos como vem mesmo do contribuinte, logo isso é supérfluo) pelos Ministros desejando feliz retorno.Enquanto isso, os políticos tão sensíveis, diziam que a doença iria humanizá-la, o que mostra que a idéia que eles têm dela, é que é uma pessoa desumana. O que eu não concordo, principalmente agora que ela foi à televisão defender Sarney pelo desgaste no senado. É assim que se faz. Ou seja, mais uma vez mostrou a sua humildade passando a dar exemplo ao senado de como deve proceder uma pessoa correta. Não que isto signifique autoritarismo, não, de maneira alguma, apenas demonstra que depois que ela virou a “mãe do PAC”, é natural que queira ser também a mãe conselheira do senado, e em breve do STF e depois certamente de toda a sociedade brasileira.
Depois de toda essa demonstração de confiança nos serviços de saúde pública do Brasil, só resta citar a frase já meio esquecida do Dr. Ulisses Guimarães ao dizer que o melhor médico de Brasília era o Dr. Boeing, e que em caso de qualquer dor o melhor era ir embora da cidade. Naturalmente também pago pelo contribuinte. O Dr. Ulisses era um sábio. Laurence Bittencourt Leite - jornalista

28 de outubro de 2009

A glória ou o “requiem” do Velho Chico?
Daidy Peterlevitz

Hum...viagem de gente importante dá o quê falar, principalmente quando o Lula carrega a tiracolo a “tirada da algibeira”, Dima, a ver as obras no Velho Chico. Aí começa a polêmica de ano pré-eleitoral:
- Isso é propaganda antecipada, não pode!!

– Não é nada disso, não! É só o governo governando, pô!!

Bem, esse te-re-te-tê, que gera monte de blá-blá-blá, absolutamente não me interessa. Mas, sobre a outra e muito mais séria polêmica –da transposição do Velho Chico - gostaria de ter uma posição, baseada em argumentos objetivos, que o “achômetro”, em questões graves, não foi, não é e jamais será minha praia.

Investiguei na wikipédia.org, e tentarei resumir em três partes (e mais uma), o entendido.


Quem é o Velho Chico?

É o caminho de ligação aquática do Sudoeste/Centro Oeste como todo o Nordeste. (País imenso é um caso sério).

Desde a Serra da Canastra (Minas), onde nasce, vai banhando Bahia e Pernambuco e, até desembocar no mar, na divisa entre Sergipe e Alagoas, recebe mais de 150 afluentes, percorre 2.700 km..

No percurso, a importante barragem de Sobradinho, garante fluxo regular de águas as hidrelétricas P.Afonso, Itaparica, Sobradinho,Moxotó e Xingó.

As águas do Velho Chico movimentam os gigantescos geradores de energia e a irrigação desse Vale que lhe leva o nome é uma atividade social e econômica dinâmica, geradora de emprego e renda à região e de divisas, ao País.

Suas frutas (que delícia!) são exportadas ao Obama e à Europa.

O Programa de rejuvenescimento do Velho Chico, já iniciado, contempla a otimização da navegação e transporte de grãos.

Muito importante, fique jovem Velho Chico!!


Transposição, sim!

Todo o poderoso governo Lula, adeptos e adjacentes preconizam a transposição e, em assim sendo, não precisam de nada e apenas citarei algumas palavras de Ciro Gomes (ele também estava lá,com Dilma, feito...“técnico”, digamos).
“A transposição do rio é fundamental, para se garantir a oferta de águas aos mais de 12 milhões de brasileiros que habitam as cidades localizadas no Nordeste Setentrional (essa palavra só complica o entendimento.É “de riba”). Trata-se de uma população que convive, há décadas, com a seca. (Por que será que me lembrei da “Indústria da Seca?)...Segundo o Ciro, o governo está empenhado na solução e apenas 1,4% das águas do Rio serão desviadas. Até há 4 anos, 19 ações contra impetradas na Justiça. Previsão de tempo às obras todas: 24 meses. Custo: 4,5 milhões.


Transposição, não!! (Preciso resumir muito!).

Potência necessária em megawatts, à transposição, entre o subir de montanhas: 520MW, que é, 1,31 vezes maior que a de Três Marias (396MW) e de 1,18 vezes a mais que a de Moxotó (440MW) e, na conjuntura de escassa energia eita água pouca e demais cara!!! Altíssimo custo por hectare irrigado!! Produtos agrícolas a preço de ouro...já excluí, da comilança, a parte da população pobre..

Seria, novamente, o favorecer mais, aos já favorecidos?!

Li que, enquanto isso, a água disponível no Nordeste, em açudes e aqüíferos é suficiente para satisfazer o dobro da demanda atual...motivo político às corrupções e privilégios.

Lá não falta água! Basta implantar um vigoroso sistema de adutoras, como o proposto pela Ag. Nacional das Águas (ANA)...que foi “abafado pelo governo”.


A parte, que chamei de mais uma:

“Mar de Aral”.

Na fronteira entre Casquistão e Uzkequistão, países nascidos dos escombros da União Soviética. Era o maior lago salgado do planeta, com área um pouco menor que a de Portugal,e havia imensa e deliciosa abundância de peixes, tipo esturjão, etc, etc, para encurtar! Por volta de 1960, os planos mastodônticos de irrigação da Rússia fizeram zonas imensa de regadio, para o algodão de exportação! Hoje, o que era “mar” é ridículo charco infecto de que todos fogem! Cresceu o algodão, morreu o Mar de Aral.
Malditos!
Agora já tenho minha posição
daidypeterlevitz@hotmail.com
A autora é professora-escritora, colunista aqui, às quintas.

O TEXTO É BEM PEQUENININHO E INTERESSANTE P/PENSAR A RESPEITO...

" SER FELIZ OU TER RAZÃO ?

"Para reflexão...
Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?'
Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique.
Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Passe este e-mail aos seus amigos, para ver se o mundo melhora... Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você?
"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. " SENSACIONAL!!!!!

Nota da redação: amiga Dra Edna Lorenzetti, de ampla, real e irrestrita concordância!

Como é gostoso ser feliz!
Sou viciada nisso e lhe agradeço pela contribuição!
Daidy

26 de outubro de 2009

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Nossa homenagem, via autor,

À MULHER NO CAMPO

* Roberto Rodrigues

Mulheres fortíssimas e valentes estão na base da nossa agricultura; a elas, o respeito do povo brasileiro

No último 15 de outubro o mundo todo celebrou o dia da Mulher Agricultora.

Se há um povo que deveria soltar rojões para comemorar a data, somos nós: afinal, na presidência da CNA temos, pela primeira vez na história, uma mulher lúcida, lutadora, corajosa, determinada, defensora incondicional da agropecuária brasileira, a senadora Kátia Abreu.
Com uma história construída na batalha permanente em favor do campo, Kátia Abreu vem marcando sua trajetória presente com os mesmos valores que a trouxeram à presidência da mais importante organização de agricultores e pecuaristas do Brasil.
E tivemos outras líderes.

Alice Ferreira, ex-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Nelore, fez um trabalho exemplar em sua passagem pela entidade, sobretudo porque marcada por dificuldades de toda ordem para o setor.

Dona Lia Souza Dias, outra formidável guerreira, presidiu a ORPLANA - Organização dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo - na desigual disputa com usineiros: Golias enfrentou David com galhardia. E temos Bia Martins Costa, do Planeta Orgânico. Aliás, é bom lembrar que conforme o último censo, 13,7% dos estabelecimentos da agricultura familiar eram dirigidos por mulheres em 2006!

Mas gostaria de tratar das mulheres que não apareceram, não se notabilizaram por ações extraordinárias, não têm seus nomes aclamados pela memória dos militantes do campo, e, no entanto, foram a fortaleza dos produtores que construíram a fronteira agrícola brasileira.

Quantas mulheres gaúchas, catarinenses, paranaenses, paulistas, mineiras, subiram em caminhões com tudo o que possuíam de bens materiais e, empurrando as famílias para o sertão, construíram, do nada, patrimônios poderosos! Sem elas, seus homens não teriam sabido avançar. Elas, com seu espírito prático, montaram lares provisórios, com fogões improvisados e cozinharam para a família e os agregados, anos a fio no meio do mato, até que houvesse renda para fazer a casa e, então, poder governar toda a turma, com pulso firme e objetivos claros e definidos, na direção do crescimento e da estabilidade.

Lembro-me quando, há quase 40 anos, viajando pelo Mato Grosso, encontrava, nos confins do nada, posto de gasolina em que o frentista era uma loirinha gaucha, chamando a gente de tchê, mãos calejadas pelo trabalho pesado...

Por sua vez, as mulheres nordestinas se embrenharam pela floresta Amazônica com seus pais, irmãos e maridos para sangrar seringueiras no ciclo da borracha, e sua presença dominante deu consistência à incorporação do Acre ao território brasileiro.

Voltando no tempo ainda mais, para o começo do século XX, tivemos famílias inteiras de italianos que deixaram tudo para trás e vieram cuidar dos cafezais paulistas e paranaenses. E alemães e holandeses que foram para o sul plantar flores, uvas e frutas de clima temperado. Todos trouxeram tecnologias, pratos novos, e com a postura marcante das mulheres, forjaram este cadinho de raças único que é o Brasil.

Dos muitos livros que contam a saga destas famílias construtoras do nosso progresso, há um, da família Bellodi, cujo título é: "Os que dizem adeus não olham para trás". É isso. Mulheres valentes, fortíssimas, estão na base da nossa agricultura. Deixaram suas raízes por uma nova pátria.

A elas, o respeito reverente de todo o povo brasileiro. E uma dívida irresgatável.


ROBERTO RODRIGUES , 67, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento
de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.

22 de outubro de 2009

Porque a mamãe não pode fazer Ioga!

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20 de outubro de 2009

Já está mais que na hora de mudar!
Daidy Peterlevitz

Notem, queridos amigos e leitores, que eu nada tenho contra Prefeito nenhum,; nada tenho contra o governo do Serra, aquele muquirana e...nada eu deveria ter, contra o Lula, que goza de 80% de aprovação, desse meu povo!
São todos mais que ótimos!
Só que, sempre cá com meus botões, fico imaginado que a permanência demorada, no poder não seja muito saudável ao povo que paga as contas. Sabe...eles acabam gostando muito, pretendem ali ficar e...ficam sujeitos a “ajeitarem” coisas nem sempre em conformidade com o correto, com a ética!”. Aliás, ética na política, só nos livros mesmo e todo brasileiro une, ao substantivo “político , homem ou mulher, o adjetivo “corrupto”.Não é bem assim! Há uns dois ou três que se salvam!...
Amo Nova Odessa, ali nasci e, órfã de pai, ali cresci em meio à montanha de tios e de tias, briguentos todos, eis que italianos. Meu tio Ferrúcio, prefeito, passou a chama ao Sr. Simão Welsh, muito digno e trabalhador. E depois aconteceu a continuidade, com o meu “querido amigo”, Manoel Samartin.. Ele é ótimo e mais ainda ficou, tendo minha professora Salime Abdo, como vice.
Amo São Carlos.
Aqui, em São Carlos, os dois últimos prefeitos são muito, muito estudados, ao contrário do Lulinha. Todos do mesmo partido, o PT.. O prefeito que se reelegeu, é o Dr. Newton Lima, reitor da UFSCAR, quase que se eternizou em um livro meu, que não deu certo. A culpa foi da coruja: “A coruja do prefeito Newton Lima”. Os homens passam os livros ficam. O atual prefeito, Sr. Barba, ele é ótimo, de grande sabedoria, também reitor daquela universidade! O PT manda, por aqui...há três mandatos!
E isso não é bom.
Amo a cidade de Americana!
Eu fui estudar lá , em tempos antigos, quando os professores eram bem pagos e tive ótimos deles. Às vezes, me sinto no campo do Imã, a fazer ginástica!
Lembro-me, com saudade, daquela peruínha primeira, da empresa Ouro Verde, do “Chico” e da esposa Walderez. Eu, muito alta e meu irmão Vladyr com 1m94 de altura, não cabíamos ali...e íamos dobrados, mas íamos!!
Em busca do saber, valioso tesouro, valioso patrimônio que jamais se acaba!
Em Americana, o PDT esteve no poder, com Waldemar Tebaldi e com o prefeito Erich Hetzl, por dois mandatos. Já mudou, com o atual, Diego De Nadai, do PSDB
No âmbito estadual paulista, faz tempo que o PSDB está por lá...
No âmbito federal...faz tempo que o PT está por lá!
Já é hora de mudar isso, em nome da democracia..Aquela definição “governo do povo, para o povo, pelo povo”... hum... sem comentários!
Vamos nos ater a uma outra: “Democracia é a divisão do poder e a ALTERNÃNCIA nele”.
Sobre a tal de “divisão”, o assunto fica complicado e vale um futuro texto.Já sobre a necessidade de alternância dos grupos poderosos...acabo de expor meu pensamento. Se você, caro leitor, não entendeu nada, a culpa é minha! Raramente encontro as palavras certas para exprimir um conceito. Mas, amigos, estejam certos de que eu continuarei a procurá-las!
daidypeterlevitz@hotmail.com
Acesse:www.dnossoblog.blogspot.com/
Eu sabia que, após tantos aninhos de juntar juventude...acabo entrando na alma da pessoa e a entendo!
E foi assim com a senadora amiga, Kátia Abreu, mulher valente, que planta, que produz!
Fico contente, em, de vez em quando, acertar!
Eis o texto que ela me enviou:

KÁTIA ABREU

Os produtores de alimentos e a militância ambientalista não são incompatíveis e podem ser forças solidárias se desfeitas as desconfianças

São Paulo, segunda-feira, 19 de outubro de 2009

OS PRODUTORES de alimentos e a militância ambientalista não são incompatíveis e podem ser forças solidárias se forem desfeitas, ponto a ponto, as desconfianças que nos separam.
Considero perfeitamente possível que os dois lados firmem compromisso essencial de preservação dos recursos naturais sem prejuízos à segurança alimentar do país.
De minha parte, insisto na proposta: que o primeiro de todos os compromissos seja o "desmatamento zero nas florestas".
Defendo a punição severa para quem desmatar floresta nativa na Amazônia e na mata atlântica.
Acredito que o Brasil pode assumir esse compromisso radical em dezembro, na cúpula do meio ambiente de Copenhague, que se reunirá para definir o novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto.
Para a agropecuária brasileira, comprometida com a questão ambiental e interessada no financiamento da redução das emissões de CO2, o governo brasileiro não tem que hesitar ou precaver-se.
Não.
Vamos mesmo para o desmatamento zero, sem arreglo. O país dispõe de terras, em processo de produção e com reservas para a expansão possível, suficientes para manter o abastecimento interno e exportar.
O que falta, e disso está ciente a opinião pública internacional -como se viu em Nova York, no mês de setembro, na rodada de manifestações de chefes de Estado que participaram da abertura da Assembleia da ONU-, é o estabelecimento de compensações aos produtores pela preservação das áreas de cobertura florestal sob sua responsabilidade.
Esse apelo justo e amplamente reconhecido é devido a quem paga um preço alto deixando de explorar suas propriedades, enquanto outros obtêm lucros e poder emitindo gases, especialmente o CO2, causadores do efeito estufa que ameaça o equilíbrio do planeta.
No plano interno, é preciso consolidar as áreas atuais de produção -um direito líquido e certo, pois foram incorporadas ao uso da agropecuária antes que fossem estabelecidas as atuais restrições.
Não há sentido nas denúncias demagógicas e vagas que ameaçam a produção de trigo, arroz, milho, carne e frutas.
Em 40 anos, o peso do preço dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras caiu de 48% para 18% e pode cair ainda mais, chegando brevemente a apenas 12%, dependendo da melhoria das condições de transporte (estradas, ferrovias e portos) e da desoneração dos impostos na cadeia de alimentos.
Até mesmo questões aparentemente polêmicas -como as chamadas APPs (áreas de preservação permanente) das margens de rios, encostas e topos de morro ou áreas sensíveis, que devem ser reflorestadas- podem ser resolvidas mediante a arbitragem insuspeita e precisa da ciência, cujos critérios e instrumentos (mapas pedológicos e levantamentos altimétricos, entre outros) prescindem de opiniões apaixonadas ou leigas e podem ser aplicados regionalmente por legislação estadual.
Regras claras, realistas e permanentes, que reconheçam os avanços de produção e de produtividade conquistados pela agricultura e que já não podem regredir, sob pena de aumento no preço dos alimentos e de queda das exportações, são essenciais ao entendimento.
Vamos reconhecer e reparar nossos erros com humildade e racionalidade.
A quem mais do que à agropecuária as mudanças climáticas afetam decisivamente a ponto de levar à inviabilidade?
Seriam os agricultores suicidas? Ou, por acaso, há setor econômico -ou qualquer outra atividade produtiva- que mais dependa da água e da terra do que a agropecuária?
Seria justo com o Brasil importar alimentos de países que não têm leis ambientais claras e que já dizimaram todas as suas florestas?


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KÁTIA ABREU é senadora da República pelo DEM-TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

19 de outubro de 2009

Usemos da farta imaginação que meu povo brasileiro tem!

Bem que tentei postar o mapa de Minas Gerais, com recheio de pão de queijo!
Não o consegui.
Bem que tentei postar o som da nossa querida música: Oh! Minas Gerais! Oh! Minas Gerais, quem te conhce, não se esquece, jamais...etc e etc.
Também não consegui! O amigo Agnaldo disse que não era possibile!
Então, só vai o texto que minha querida amiga, a Dra. Edna Lorenzetti me enviou. Você ima gina o mapa de Minas e canta a música, enquanto le o texto. Vá bene?

O "xecápi" do mineiro

O Seu Antônio, aproveitando a viagem a Belzonte, foi ao médico fazer um 'xecápi'.
Pergunta o médico:
- Sr. Antônio, o senhor está em muito boa forma para 40 anos.
- E eu disse ter 40 anos?
- Quantos anos o senhor tem?
- Fiz 57 em maio que passou.
- Puxa! E quantos anos tinha seu pai quando morreu?
- E eu disse que meu pai morreu?
- Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai?
- O véio tem 81.
- 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu?
- E eu disse que ele morreu?
- Sinto muito. E quantos anos ele tem?
- 103, e anda de bicicleta até hoje.
- Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê?
- E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana que vem.
- Agora já é demais! pensa o médico revoltado:
- Por que um homem de 124 anos iria querer casar?
- E eu disse que ele QUERIA se casar? Queria nada, ele engravidou a moça...

Até que enfim!



Postado por Agnaldo Vergara


Pois é alguém se lembrou da gente que fica por trás dessas máquinas de fazer doido.
Hoje é o dia do Profissional de Informática (também conhecido como Profissional em T.I.)

E hoje também é o aniversário da minha mãe Carmen.

Feliz dia a todos.

14 de outubro de 2009

"Mal aventurados os miseráveis de João Stedile.Porque eles não serão perdoados!"

Meus amigos e leitores, este texto me veio da amiga senadora Kátia Abreu, a quem admiro e muito! uma lutadora que, de psícologa que era, perdeu o esposo, assumiu os negócios do marido que eram, a plantação e o agro-negócio!
Há tempos atrás, já lhes falei sobre essa moça vibrante, que...não é "grilheira", que não derruba 7 mil laranjeiras!... que não invade terras e fazendas produtivas!...
(Sabe o que o MST faz...com as terras que invade? Plantar, ter trabalho?! Coisa "horrorível"! Eles...vendem as terras... e, felizmente, depois da anarquia e destruição que o MST produziu naquela fazenda produtora de suco de laranja...o nosso Congresso acordou e, se o nosso Lula for inteligente, (hum...tenho dúvidas) permitirá que aconteça uma CPI sobre os fatos.
A senadora Kátia Abreu, em poco tempo, mostrou quem era e a que veio! Ela é daquele grupo...chamado de "fazendeiros ricos". Essa palavrinha "rico" irrita muitos aloprados petistas que...passaram a ter, no governo Lula... uma vida nababesca, plena de mordomias e, quem é que não gosta disso?! Até eu, que sou bem burra.
Só que esse "detestável grupo de fazendeiros ricos"... eles plantam, produzem alimentos aos brasileiros e também exportam, trazendo muitos dólares à nossa balança comercial!
O Lulinha gosta e gasta muito! Mas não reconhece o valor de quem, realmente, o tem!
Na minha humildade, eu reconheço esse valor! As duas famílias, de quem tenho a honra de pertencer - Gazzetta e Peterlevitz _ elas plantaram na terra e dela tiraram as dádivas com que Deus premia aqueles que fazem um buraquinho e ali depositam uma semente!...
Acho que já falei muito.
A seguir, as palavras da senadora Kátia Abreu e...clique lá, para saber muito mais!
Cáspita! eu havia combinado com o amigo Agnaldo, de linda voz, em ouvir dele o nosso brilhante Hino Nacional, "com a introdução": Espera o Brasil que todos cumprais o vosso deveer...eia avante, brasileiros, eia avante!... no jogo entre o Brasil e a Venezuela. Perdi.

"Há quase 15 anos, fiz uma reportagem sobre o MST para a revista República e afirmei que o movimento havia se transformado no maior produtor de. IDEOLOGIA do país! Isto mesmo. O MST não produzia arroz, feijão, milho, batata ou soja. Produzia miséria e mistificação, mas resistência - ao capitalismo, bem entendido, e, portanto, à civilização. Uma década e meia depois, a realidade é rigorosamente a mesma, mas ampliada. O movimento se transformou no maior latifúndio improdutivo do país. E num poderoso multiplicador da pobreza.
Não se trata de chute, gosto ou discurso ideológico para confrontar a Teologia da Invasão. O que se tem é uma pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária. Mais uma vez, a senadora Katia Abreu (DEM-TO), que preside a entidade, faz a coisa certa. Em vez de bater boca com mistificadores; em vez de contestar o coitadismo da violência, decidiu revelar a realidade em números. E eles são estarrecedores (
Clique aqui
com o botão direito e salve a pesquisa Ibope na íntegra ou Clique aqui e confira o resumo)


O professor nu e...o nu do professor!
Daidy Peterlevitz

Esse magriço aí é a foto do professor do Estado de São Paulo, o mais rico do Brasil! Eu queria o magriço em movimento, mas... está cansadinho...e guarda as ultimas energias para, de pires na mão... pedir "esmola" ao Serra, que tem a cara de gerente de funerária!!
Que governo muquirana, o do Serra! ..nada de um aumentozinho aos professores!
Veja a que ridículo chegamos! Na quinta, 15 (escrevo na quarta, 14), ocorrerá um fato inusitado dos desvestidos professores. É que, lá na capital de S.Paulo, vão se reunir mil professores, num “ôba-ôba” reivindicatório, todo mundo nu!!...ainda bem que não conclamaram os aposentados!
Cintura grossa, barrigão saliente, ombros caídos, tudo tentando se ajeitar entre as pelancas, despencando tudo, facilmente, entre as rugas e a flacidez!
Seria um espetáculo cômico, tipo pelotão de...buchadas! Que anti-estético, que ofensa ao bom gosto, junto à incompetência.. Não sei se o professor nu vai adiantar...falemos do outro nu do professor e é assim, mais ou menos. O mocinho quer ser cirurgião dentista. Acha lindo o vestir-se de branco, com a máscara a evitar o mau-hálito; faz os exames, estuda e estuda, mas não passa! Sonhando de branco, estuda novamente. É reprovado. Desiste e...vai ser professor! Já a mocinha quer ser advogada, daqueles que tentam convence o júri de que seu assassino cliente não é assassino.Perde a causa. Vai ser professora, mesmo sabendo dos baixos salários e sem nenhuma vocação.
Eu também sou professora, você sabia? Só que, bem antigamente, o professor ganhava como o magistrado! E era de verdade, de vocação. Depois, tudo despencou no músculo da sociedade, que tinha que ser deseducada, despreparada, a tal ponto de, até,eleger o Congresso corrupto que temos, salvando as exceções!
Eu estranhei essa história do nu no magistério. E também estranhei o ocorrido no último domingo. Foi gozado. Explico: minha amiga, a Cidinha, que organiza passeios, convidou-me a ir à Valinhos. Valinhos me lembra frutas e, pelas frutas, vou com tudo!
Nada houve de estranho, quando o motorista Reinaldo esperou um minuto, enquanto eu fazia um rapa numa pitangueira plantada na calçada. Que feliz idéia, agradeço ao plantador.
Comecei a estranhar, quando, na Praça XV, um trepidante grupo de jovens arribou e foi ocupando as poltronas. Educados, me cumprimentavam. Pensei: alguém está no ônibus errado. Não. A Cidinha e o inseparável casal Maria/Antônio...também arribaram!
Que feira de frutas nada!! E nem Valinhos, era Vinhedo. E que calor! Que sol ardente, nem uma nuvenzinha sequer! O suor pinga pelo nariz e jorra pelas juntas todas, dobras e fendas inclusive.18.000 mil pessoas, todas jovens (menos nós quatro), filas e mais filas longas, muito longas, feito minhocas a se esgueirarem por aqui, por ali e mais além.
Cáspita! “Onoseionékêtô!!” Ora pois, era num parque temático. Odeio parques temáticos, uma verdadeira exploração sem um mínimo de requinte! É montanha russa prá cá é roda gigante prá lá (nessa fiquei meio que tentada) e mais um batalhão de recursos à cata de quem busca adrenalina. E o calor aumentava, a cozinhar nossas cabeças. Vamos comprar um boné? Vamos. E fomos e desistimos, que roubalheira! R$26,90 por um...bonézinho?! O sol Não nos dava trégua e foi quando me lembrei que, na bolsa, eu havia levado um caderno do jornal Primeira Página. E zaz-traz,na dobradura, fiz meu chapéu e, para combinar com o ambiente estranho, coloquei-o à moda do Napoleão Bonaparte, às avessas. Ficou meio estranho: uma idosa muito alta, muito magra, de cabelos brancos, num parque temático e com chapéu de jornal! E pasmem! Nada menos que o dr. escritor Deonísio da Silva, nada menos que o dr. ex-prefeito Newton Lima, nada menos que o dr. em Física Atômica e Molecular, o vice Emerson Leal e nada menos que o tucano Marquinho Amaral (que briga nos bastidores!) fizeram artigos naquele jornal.
Nunca minha cabeça esteve tão ricamente agasalhada!
Amanhã voltarei lá!

-No play center?

- Não, no pé de pitangas! Acho que você não entendeu é nada!

Visite: www.dnossoblog.blogspot.com

13 de outubro de 2009

Em tempo quase que de eleições, Nosso Blog está aberto a divulgar os textos todos, desde que assinados . E de todas as opiniões, preferencialmente!
Não vale xingar a mãe do adversário!
Nem o pai, nem a tia e nem a vovó!
Tenhamos uma certa...civilidade!...
E...não me venham com apenas insinuações, sobre o Serra, aquele pálido palito ambulante e eficiente...(muquirana prá xuxu), e nem sobre o charmoso Ciro Gomes. E outras companhias belas!
Agora devo preparar meu grude... e que, como exemplo da maiora dos brasileiros, não tenho cozinheiro, não tenho faxineira, não tenho "chef" de cozinha, não tenho mordomo e nem nada!Mas sou feliz, enquanto conte com você, amigo de sempre!
Daidy.
LEIAM e REFLITAM, POR FAVOR!

Pergunte-se por que, e vamos agir!Mais do que nunca, o futuro do Brasil depende de cada um de nós.
Circula na Internet um resumo biográfico de Dilma Roussef, ministra da Casa Civil, que o presidente Lula da Silva quer empurrar guela abaixo dos brasileiros como sua sucessora. Infelizmente a mídia não divulga essasi nformações, deixando a população na ignorância.
Eis o texto, sem autora, que se espalha pela net:
O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) -, filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim e ao cabo,fez negócios em São Paulo.
Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos,Dilma Jane da Silva (rica filha de fazendeiro), e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia.Igor morreu em 1977.
Era uma família "bon vivant", com casa enorme, três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos.
Tinham piano e professora particular de francês.
Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central.
Nas férias, iam de avião para Guarapari/ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.
Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional -. Apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.
Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livrinho: "Revolução na Revolução", de RégisDebray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará. No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofre, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!".
Com ele, Dilma participou dafusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, àVanguarda Armada Revolucionária- Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - AVanguarda Armada Revolucionária- Palmares é uma organizaçãopolítico-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação",que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casada amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa/RJ, que rendeu-lhes 2,5milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre, a maçarico, pelo metalúrgico Delci...
Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com MariaCeleste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto.Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais -, foi presa, armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa.
Enquanto isso, o Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo. Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o marido infiel. Mas hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre.
Ele tem enfisema pulmonar ee stá com 71 anos. Diz que é feliz, mesmo a ex-esposa sendo Ministra e candidata do apedeuta/fronteiriço à Presidência da República.Eis aí uma "síntese/sintética/ resumida" da vida da Dilminha que,logo....logo. ..será apresentada pelo Lula como a "da paz e do amor".
Quem sabe, antes, possa dar tempo de dar uma chegada a um "Camp Quest"qualquer, dawkinsiano por certo, para, cética e racionalmente, ficar com a"mente ainda mais aberta", em cursilho prepararatório para a Presidênciada República.
E, em se tratando deste povinho brasileiro (batuque, bola,bolsa e bunda), tudo pode se esperar, infelizmente...!

12 de outubro de 2009

Os pais...se esquecem!!

video
Isso é pintura futurista, que ninguém entende bem o quê seja?

Não, não!
É uma foto de um momento único, na cidade de Campos do Jordão.
Eu a vi tão linda...que há anos a guardo e agora, com a ajuda do amigo Agnaldo, faço a postagem dela.
Note que há cores, formas indefiníveis, luzes e sombras, reflexos...nada de tudo pronto, específico, como a foto de uma cacho de banana!
Esta foto deixa em aberto à inspiração de quem for sensível à magnitude da Natureza e...eu a fui guardando, talvez na esperança em colocá-la em algum concurso.Mas... esqueça o concurso! Esse momento lindo foi meu filho Mario que o captou, quando, há anos, esteve com a família, em Campos do Jordão. Tenho a certeza de que ele nem se lembra disso e, neste dia da padroeira do nosso Brasil , Nossa Senhora Aparecida e Dia da Criança, este é o presente da Mutcha a ele, meu filho e à família tão nobre que ele formou, respeita, acarinha e dela recebe amor, satisfação e muito orgulho das filhas Mariane e Larissa! E da esposa Cristina, lógico, sem a qual, nada feito!!
É meu simples presente, mas é de "imo pectore"!
Mutcha.
(Para ver detalhes - inclusive pessoas, ao fundo), basta clicar na foto.
Quero agradecer

Quero agradecer ao amgo Agnaldo e explico: meu computador esteve na urgência do Sus. Foi-me aconselhado a não lhe dar nenhuma injeção...eis que a "máquina" poderia ir à UTI. O amigo Agnaldo - enfermeiro experiente - fez algumas postagens. Agradeço.
O paciente ainda apresenta uma febrícola, logo estará bem.
Daidy

8 de outubro de 2009

Hoje é o Dia do Nordestino

Esse brasileiro guerreiro que desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas vem construindo o Brasil.
Em homenagem a esse povo venho aqui com um texto do Ricardo Luiz
que achei no site do Ministério da Cultura:
http://www.cultura.gov.br/vidasparalelas/

Nordestinês

Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino não vai com sede ao pote, ele vai com a bexiga taboca!
Nordestino não vai embora, ele vai pegar o beco!
Nordestino não diz ‘concordo com você’. Ele diz: Né issssso, homi!!!!
Nordestino não conserta, ele imenda!

Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não pergunta: Você viu? Ele diz: Tú vissi?
Nordestino não bate, ele ’senta-le’ a mãozada!
Nordestino não sai pra farra… ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!

Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não achincalha, ele malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!

Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não engana, ele dá um migué!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado, ele sai “cum a mulesta”!

Nordestino não folga, ele afrocha!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado, lesado!
Nordestino não “fica”, ele arrocha!

Nordestino quando está irritado com alguém que fica ‘botando boneco’, diz: Homi deixe de frangagem!

Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele ‘agoa’ as plantas.

Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não chama ’seu desalmado’, ele grita ‘infeliz das costa ôca!’

Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!

Nordestino não fica com raiva, ele ‘pega ar’!
Nordestino não casa, ele se amanceba!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!

Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se diverte, ele “bota pa muê”!
Nordestino não joga fora, ele rebola no mato!
Nordestino não exagera, ele alopra!
Nordestino não vigia as coisas, ele pastora!

Nordestino não se dá mal, ele se réia, se lasca todinho!

Nordestino quando se espanta não diz: – Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff maria!
Nordestino não compara dizendo: – Como é que pode? Ele diz: – Soxtô!
Nordestino não vê coisas de outro mundo, ele vê uns malassombros!
Nordestino não é crianção, é o crica!
Nordestino não é escroto, é galado!

Nordestino não é chato, é caningado!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não briga, ele dá uns bufete!
Nordestina não fica grávida, fica buxuda!

Nordestino não fica bravo, fica com a mulesta!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todiiiim!

Meu abraço a esse povo todinho.
Agnaldo Vergara

6 de outubro de 2009

Qual é o papel do(a) professor(a)?
Wilson Correia

*“[A crise da Pedagogia pode ser entendida com base em três pressupostos]. O ‘primeiro’ é o de que existe um mundo da criança e uma sociedade formada entre crianças autônomas e que se deve, na medida do possível, permitir que elas governem. [Isso] gera uma situação em que o adulto se acha impotente ante a criança individual e sem contato com ela. Ele apenas pode dizer-lhe que faça aquilo que lhe agrada e depois evitar que o pior aconteça...O ‘segundo’... tem a ver com o ensino. Sob a influência da Psicologia moderna e dos princípios do Pragmatismo, a Pedagogia transformou-se em uma ciência do ensino em geral, a ponto de se emancipar inteiramente da meteria efetiva a ser ensinada...[O ‘terceiro’ pressuposto, defendido pelo Pragmatismo,] é o de que só é possível conhecer e compreender aquilo que nós mesmos fazemos, e sua aplicação à educação é tão primária quanto óbvia: consiste em substituir, na medida do possível, o aprendizado pelo fazer” (ARENDT, 1997, p. 229-232).Pois ocorreu de a professora Dalva viver às turras com um certo conceito de construtivismo, rasteiro demais para estar presente na escola em que atuava. Em geral, ele também se fazia presente na fala dos profissionais da educação. Por isso, para alavancar o constraconstrutivismo, Dalva argumentava:– A pedagogia tradicional era baseada no docente: o professor ocupava o centro do processo de ensino e aprendizagem. O professor tinha o monopólio do conhecimento verdadeiro. A comunicação era unidimensional: apenas o mestre podia dirigir-se ao aprendiz, levando-o a acreditar que conhecimento é uma verdade fixa, segura e eterna. Ao escolar cabia ouvir, memorizar e depois devolver tudo o que havia retido nas provas ou exames orais. As obras clássicas eram entendidas como se fossem livros sagrados, as quais fundamentavam argumentos de autoridade, e não argumentos da razão. Por conta disso é que se diz que a educação tradicional era intelectualizada, livresca e voltada para um conceito enciclopédico de cultura. A dinamicidade do mundo simbólico não se fazia presente no interior da escola.– Deveria ser um saco, hein, professora! – disse Thiago, desacreditando o tradicionalismo pedagógico.– E era – assentiu Dalva – mas... percebe? As coisas são meio malucas. Desse extremo do ‘profecentrismo’ nós pulamos para o ‘alunocentrismo’. Levamos o estudante para o lugar daquele antigo professor, para o centro do processo. Aí passou a valer a criança e o adolescente, seus interesses, desejos, quereres, vontades e aptidões. Passamos a aceitar que há um mundo infantil, com regras e normas bem definidas. Daí falarmos em formar para a cidadania, para a autonomia e emancipação já no ensino fundamental, pressupondo os infantes como cidadãos autônomos e emancipados em miniatura. Será que não estamos extrapolando? Será que não estamos jogando muito pesado com as crianças e com os adolescentes?– É para se pensar... – disse Karla, mostrando entender o raciocínio de Dalva.– Imagine isso dentro de uma escola – prosseguiu a ensinante – em que a relação pedagógica perde o centro do processo; em que as trocas entre professor e aprendiz ficam em segundo plano? Se deixadas à própria sorte, como as crianças encontrarão referenciais de vida, existência e ética? Não seria na interação corresponsável entre adultos e novatos que essas coisas poderiam ser socializadas, aprendidas de fato? Se acreditarmos que a criança pode ser dona do próprio nariz, como podemos cobrar que cada estudante também se responsabilize pelo coletivo, pelo mundo do nosso, do bem comum? Centrada na aptidão, no desejo e na vontade da criança e do adolescente essa pedagogia que dizem construtivista não estaria a potencializar o egotismo e o individualismo de nossas sociedades competitivas, consumistas e em que o ‘eu’ é o irradiador dos parâmetros de ação? Pensem, caros alunos... é para pensar! Onde foi parar o valor da relação pedagógica, elemento essencial quando se fala do papel do professor e da professora? Para onde mandamos o sentido da convivência entre quem ensina e quem se dispõe a aprender?_________*Wilson Correia é filósofo, psicopedagogo e doutor em Educação pela Unicamp e Adjunto em Filosofia da Educação na Universidade Federal do Tocantins. É autor de ‘TCC não é um bicho-de-sete-cabeças’. Rio de Janeiro: Ciência Moderna: 2009.ARENDT, H. ‘Entre o passado e o futuro’. Trad. M. de Almeida. São Paulo: Perspectiva, 1997.
Wilson Correia
Publicado no Recanto das Letras em 05/10/2009Código do texto: T1848466

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“Nosso Brasil” e o jeitnho de ser, de todo o mundo! Eta...nóis!
daidypeterlevitz@hotmail.com

O meu “Brasil” é formado de pessoas de todas as partes do mundo!
Aqui vieram os antigos imigrantes, em busca de trabalho...e como eles trabalharam, pô!
Em cada pedacinho de terra, os japoneses plantaram, nos deram testemunho da eficiência, da pertinácia, da paciência...!
Nossos japoneses são um exemplo ao Brasil! Eles são “nosso” patrimônio!.Amo os japoneses!
E...o que falar dos imigrantes italianos? Amo os italianos, até me casei com um... E dos alemães,? Amo os alemães, amo os suíços, amo os portugueses (oi Alcides Gonçalves Sobrinho, como tá tu? Me esqueceste?...Amo a minha Letônia, da música, do amor, da religião e da arte! Amo a Fazenda Velha, aquela Escola e aquela Igreja...eu fui lá, de charrete, junto com a professora Angélica Pereira e ali encontrei crianças lindas, brancas, de olhos azuis e dividimos um lanche, na hora do recreio, à sombra de possante árvore frondosa! Isso foi, se não me falha a memória...há 67 anos! A memória falha, o coração, nunca! Quero enviar meu abraço a todos os letonianos, na pessoa do meu primo Raini Peterlevitz, que é pastor lá na Fazenda Velha.
E o que falar dos libaneses, dos coreanos, e de todos os outros,? Não conheço nenhum escocês, mas gosto daquela gaita.
Sou muito pequena para falar nisso tudo, mas...o coração me ouve!! O coração de todos cujo sobrenome não seja “Touro Sentado” e nem “Pena Branca”. Os índios é que estavam aqui...nós outros viemos de lá fora, de outras plagas e muitos exemplos temos dos “titãs” do além mar!
Todos em busca de esperança, de trabalho, de terra fértil, de água farta, de sol quente...
Somos uma nação que tem o – único do planeta – coração universal!

Fiquei grudada, na sexta feira, nas apresentações todas, das quatro finalistas
Madri, Tóquio Chicago e Rio de Janeiro! E, com todo o respeito que tenho ao elegante – e de ginga !- Obama, fiquei meio que aliviada, quando Chicago sumiu, na pretensão às Olimpíadas! Depois, quando Tókio sumiu, fiquei mais um terço, aliviada. E...sobrou o último terço, que durou 105 minutos de expectativa, de suor, de nenhuma fome!...
Madri ou Rio de Janeiro?
Até que...ufa!...naquele prato lindo, o grande envelope anunciou: Rio de Janeiro!!!
E ainda dizem que no Brasil não há vulcão!
Há, sim, 190 milhões deles!
Democraticamente, um em cada um e do mesmo tamanho!
Sabe, aquele vulcão que não lança material piroclástico, cinza e frio, mas que cobriu o mundo todo, com a paixão, com o amor, com a alegria e...com a alma generosa que meu povo brasileiro, humilde, tem!
Amei ver aquela delegação de gente importante, chorando comigo, pulando comigo e se abraçando!! (Sem o “migo”, eu não estava lá)..
Amei ver as lágrimas do imenso escritor Paulo Coelho, amei...até o chorar e o discurso do Lula, amei a euforia do Henrique Meirelles..amei...
- Um momento, péra aí! Tá “amando” tudo, hoje?
- Data vênia, não! Estou odiando aquele bando dos Sem Terra que, na terça, invadiu uma produtiva fazenda, dos Cutrale, produtora de suco de laranja!
A “explicação” foi de que precisavam plantar arroz, feijão e milho...o que poderia terem feito no espaço entre os pés, mas...o trator deles matou sete mil laranjeiras! Sabe quanto tempo leva essa árvore a produzir frutos? Talvez o mesmo que um pequeno agricultor leva a juntar dinheiro para comprar um trator!Agora, o trator do MST sai mesmo é do meu e do seu bolso!
daidypeterlevitz@hotmail.com
http://www.blogger.com




Sucesso ao Blog do meu amigo Agnaldo!

Só que eu não o consigo encontrar!
- O amigo ou o Blog?
- Os dois! Per favore, Agnaldo, facilita prá mim! Bota lá no cabeçalho dos meus blogs uma bolinha, que pode ser quadrada, dizendo...perdão, bolinha não diz nada, indicando: clique aqui, para apitar no blog "Jazemos em paz".
Sem dúvida um nome original, mas...eu não "jazo", juro e só, quero é apitar lá!
Abração, caro il mio Agnaldo e...vê se não complica!
Daidy.

5 de outubro de 2009

A velha casa da Rua General

Ivone Maria R Garcia
Dedicado em memória de meus avós Eduardo J. Rocha e Maru (Maria José F. Rocha), de meu pai Ramon Aureo, de minha querida amiga Rida Pizani e também especialmente dedicado à nossa amiga Daidy Peterlevitz
Três horas da tarde de um dia qualquer do período de férias escolares do final da década de 70. Ao cabo de cinco horas de viagem de trem passadas a observar pequenas cidades e estaçõezinhas,a ouvir o pregão dos ferroviários “pastéis, sanduíche, chocolate, bala” eu e minha mãe Yvonne finalmente chegamos a nosso destino: São Carlos! Em pleno garbo de seus quarenta e poucos anos mamãe acaba por chamar a atenção dos passantes por sua natural elegância ao vestir-se, caminhar e falar. Logo, logo avistamos um rosto conhecido e muito querido: meu avô Eduardo está na estação a nos esperar! Prontamente ele nos vê, nos abraça ternamente e nos auxilia a desembarcar. Com um leve aceno contrata os serviços do carregador, e assim vamos todos andando lentamente pela antiga estação de ferro sãocarlense, que nos idos de 2006 completou seu centenário. Como esquecer dos azulejos portugueses estrategicamente dispostos a decorar as paredes, e do fantástico relógio com algarismos romanos de maquinismo perfeito a informar corretamente o horário aos passageiros?
Estamos agora sentados confortavelmente em um táxi e mamãe polidamente indica o itinerário ao motorista: “Rua General Osório, 483 em frente ao Hotel Marques”.
Chegamos, enfim. Vovô pacientemente chaveia a porta e um mundo encantado rapidamente se descortina ante os meus olhos! De sida a escada de uma linda madeira ricamente decorada por um tapete verde! As paredes do vestíbulo ganham vida graças as geniais pinceladas de um artista veneziano que criou com rara perfeição uma belíssima paisagem onde cães da raça São Bernardo estão formosamente guardando um jardim com ares afrancesados!
Subimos as escadas calmamente. Mamãe abre a enorme porta belga adornada com os lindíssimos vidros “bizotê” e assim adentramos à magnífica sala de jantar! Diante daquela visão maravilhosa fico meio que hipnotizada olhando a enorme mesa rodeada por várias cadeiras, os três “ étagères” elegantemente guarnecidos, e ao fundo o airoso sofá de palhinha; tudo isto iluminado pela claridade difusa de uma claraboia!
Em pé nos aguardando está minha avó Maru, a qual nos cumprimenta com um abraço carinhoso. Após alguma conversa dirigimo-nos todos à copa onde podemos saborear um delicioso pão -de-ló de laranja sobejamente preparado por minha avó; receita esta que executo com perfeição desde os meus sete anos de idade...
Após tomarmos a deliciosa refeição rumamos ao quarto de hóspedes! De plano a imponente cama de casal se faz presente , talhada que fora magistralmente pelas hábeis mãos de um marceneiro inglês. Tão bonito móvel entretanto não resistiu às traquinagens de um certo anjinho loiro de olhos verdes... Mamãe deveria ter à época dos fatos quatro anos de idade quando decidiu mudar a decoração do portentoso leito, substituindo o adorno da parte traseira ao introduzir no orifício correspondente uma bola de gude azul... Até hoje a bolinha lá está incorporada definitivamente à garbosa cama...
Os ambientes, dos quais eu mais gostava na antiga casa de meus avós maternos eram sem sombra de dúvida a sala de visitas, a escadaria que levava ao banheiro, e o terraço. Como esquecer das tardes em que meu pai e meu avô conversavam horas a fio sentados lá fora? Até hoje ecoam em minha memória o repicar dos sinos da Catedral e os apitos dos trens...
Na acústica de minha mente ainda ressoam as palavras de minha mãe que olhando-me da janela da cozinha que dava para o terraço assim dizia: _ “Ivoninha, saia do sol! Você não está acostumada, é muito clarinha”
Ou então: _”Ivoninha, saia da boca do vento!”
Eu obedecia aos pedidos de mamãe entrava na cozinha onde vislumbrava as duas mulheres travando uma luta inglória com fogãozinho vermelho, o qual teimava em desobedecê-las apagando a todo momento a chama... Os outros fogões, o de lenha e o elétrico malgrado estivessem ainda na cozinha já estavam aposentados pela evolução tecnológica....
Depois do almoço mamãe e minha avó iam lavar a louça, pois a empregada estava a cuidar de outros afazeres , e eu às vezes pedia à minha avó: _ “ Vó, faz bom-bocado?”
E ela então atendia para minha felicidade à minha solicitação...
Como poderia olvidar da sala de visitas? Diferentemente da sala de jantar iluminada indiretamente pela claraboia, esta sala contava com quatro janelas: duas abertas para Rua General e duas para Rua Aquidaban. Meu avô Eduardo serenamente colocava várias almofadas umas sobre as outras em uma cadeira e me punha ajoelhada sobre elas. Desta forma poderia eu, ficar olhando o movimento da rua amparada por suas fortes mãos! E os afrescos de vasos de flores magicamente delineados pelo talento ímpar do mesmo artífice italiano? Nunca cheguei a ver outra pintura com a mesma exuberância e delicadeza! Nesta saleta minha avó recebia suas primas Odila e Noêmia, esta última senhora muito bem humorada que gostava de imitar os interioranos da novela “ Cabocla”(1979) despedindo-se deste jeito: “Inté”... Neste mesmo local por tantas vezes minha avó recebeu minha querida Rida Pizani,(“in memoriam”) a qual ia abrilhantar aquela casa com sua inteligência, meiguice e simpatia! Tantas foram as ocasiões em que ela me trazia deliciosos pãezinhos de maçã preparados com tanta amizade e carinho! Que Deus a tenha, minha querida e inesquecível Rida... Quando descíamos a escadaria que nos levava ao banheiro,um lindo quadro se defrontava perante os meus olhos! As paredes mais uma vez adquiriam uma aparência paradisíaca com aqueles pássaros pintados pelo mesmo italiano que parecia fazê-los voar com a intensidade de seu gênio criativo! Casais de diversos passarinhos se encontravam levando em seus biquinhos ramos para fazerem seus ninhos...
Instantes de raro êxtase eram aqueles quando meu pai vinha de São Paulo, aos finais de semana! Eu parecia adivinhar a chegada dele, caminhava rapidamente pela casa, descia quase correndo a escadinha da entrada... Meu avô Eduardo abria a porta, eu abraçava meu pai e já ia pondo-o a par dos acontecimentos: _ “ Pai, você sabe que eu aprendi a ler as horas naquele relógio”? Com a cabeça indicava o relógio de parede da sala de jantar. Ele, incrédulo com a proeza de uma fedelha de quatro anos incompletos perguntava à minha avó:
_ “ Dona Maru, a Ivoninha aprendeu a ver as horas”?
De seu turno vovó respondia:
_ “ Sim, Ramon. Sua filha é muito viva e inteligente...”
Alegres eram também os dias em que meus primos mais velhos, Paulo Júlio (Ju), Paulo Emílio (Mi), Martha Isabel (Bel), Lea Christina, Hanna Paula, todos eles filhos de meus tios Lea e Paul (ambos já de saudosa memória) vinham nos visitar. Bel,minha prima singularmente bela detentora de sedutores olhos azuis gostava de pentear meus cabelos castanho claros , lisos e curtinhos, enfeitando-os com uma presilha. Depois levava-me, ao quarto de meus avós, onde eu fascinada me olhava na penteadeira cujo espelho possuía três faces... Era a mulher vaidosa já se manifestando na criança menina...
O tempo passou, meus avós e meu pai já estão conversando nas falenas celestiais. A casa de meus avós não nos pertence mais, vendida que fora em 1997 ao Sr.Edson Demarqui e sua mulher Silvana, os quais instalaram sua loja de tintas nas instalações da antiga Casa de Couros de meu avô, a qual ficava ao lado da mítica residência...
Minha mãe e eu vivemos uma vida modesta em nosso apartamento simples de São Paulo, que em nada lembra o fausto da antiga casa da General. Pouca coisa restou daquele tempo, mas as saudades ainda alimentam minha vida e também meu coração...

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São Carlos, São Paulo, Brazil
Daidy Peterlevitz é aposentada, com qualificação para lecionar desde a pré-escola ao Colegial (Matemática e Física).Tem trabalhos publicados na Antologia “A Pena e a Lua”, da APEBS - Associação dos poetas e escritores da Baixada Santista.É autora dos livros As Duas Faces da Mesma Moeda e Quatro Bruxas no Elevador, lançado na Bienal do Livro, em S.Paulo. É autora do projeto DEMBLI, que facilita a circulação de livros, em escolas sem bibliotecárias. Trabalha em seu projeto no qual afirma que o bebê pode e deve aprender a ler. Também fez parte do antigo "SEROP" que funcionava no G.E Oswaldo Cruz, em São Paulo, sob a direção do sr.Jocelyn Pontes Gestal. Era orientadora de Ciências. O grupo, estudava a filosofia e a pedagogia de mestres, preparava apostilas, ia à inúmeras escolas, em S.Paulo e arredores, levando orientação diretamente aos professores ou,se distante como Sta. Izabel, aos diretores, que as passavam aos professores. Atualmente, escreve para seis jornais e, a todos agradece pelo espaço cedido.

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